Fundação do palestra Itália (1914)
O clube nasceu em 26 de agosto de 1914, no Salão Alhambra, na região da Praça da Sé, em São Paulo, fundado por imigrantes italianos e alguns brasileiros, portugueses e um espanhol.
O nome escolhido foi Palestra Italia, em referência ao ambiente de “palestra” italiana (ginásio/escola de esportes) e à identidade da comunidade italiana do Brás, muitos deles ligados às Indústrias Matarazzo.
Entre os fundadores constam, por exemplo:
Ezequiel Simoni (primeiro presidente)
Vincenzo Ragognetti (jornalista e diretor esportivo, que articulou o projeto na imprensa italiana de São Paulo).
Além disso, vários empresários e membros da elite italo‑brasileira, como Adriano Crespi, Matarazzo e outros, entraram como fundadores beneméritos, ajudando financeiramente o projeto.
https://www.palmeiras.com.br/linha-do-tempo/1914-1920-fundacao-do-palestra-italia-e-primeiro-titulo/

Primeiros anos e primeiro título (1915–1920)
O Palestra começou treinando no campo da Rua Major Maragliano (Vila Mariana) e só estreou em jogo oficial em 24 de janeiro de 1915, vencendo o Savoia, de Votorantim, por 2 a 0 (gols de Bianco e Alegretti, ambos de pênalti).
Em 1916, o clube entrou pela primeira vez no Campeonato Paulista (APEA), com estreia em 13 de maio em empate 1 a 1 com o Mackenzie.
No ano seguinte foi vice‑campeão paulista e, em 1917, venceu o Corinthians por 3 a 0 no primeiro clássico histórico entre as equipes.
Em 1918, o Palestra abandonou a Liga Paulista por causa de perseguições e erros de arbitragem, participando de um período de greve dos clubes italianos; nesse período, transformou suas instalações na Rua Líbero Badaró em hospital de campanha para a Gripe Espanhola, o que aumentou sua popularidade junto à população.
O grande marco veio em 1920, quando, já de volta à Liga, o Palestra venceu o Paulistano por 2 a 1 e conquistou o primeiro Campeonato Paulista da história do clube.
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nascimento do estádio Parque Antárctica (1920)
Ao mesmo tempo em que ganhava títulos, o Palestra consolidava seu patrimônio: em 1920, com apoio da Companhia Matarazzo, comprou o campo de futebol e parte do terreno do Parque Antárctica, antigo estádio do Botafogo‑SP, por 500 contos de réis (uma fortuna para a época).
O contrato foi assinado em 27 de abril de 1920 e, em 16 de maio, o Palestra já mandava seus jogos como dono do campo, vencendo o Mackenzie por 7 a 0.
No mesmo ano, o time cravou a maior goleada da história oficial do clube: 11 a 0 sobre o Internacional, marca que permanece até hoje.
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Mudança de nome para Palmeiras (1942)
Com o avanço da Segunda Guerra Mundial, o Brasil se aproximou dos Aliados e o governo de Getúlio Vargas passou a pressionar clubes com nomes ligados à Itália que na época vivia o regime fascista de Benito Mussolini.
O Palestra foi obrigado a mudar de nome e, em 1942, e assim nasceu a grandiosa Sociedade Esportiva Palmeiras, mantendo as cores verde e branco.
No mesmo ano ocorreu um episódio que entrou para a história como a “Arrancada Heroica”: enquanto ainda era Palestra de São Paulo, o time liderava o Paulista; uma semana depois, já como Palmeiras, conquistou o título vencendo o rival São Paulo no Pacaembu por 3 a 1, ficando imortalizado como “clube que morreu líder e nasceu campeão”.
https://www.lance.com.br/lancepedia/a-historia-do-nome-palmeiras.html

A grandeza da Copa Rio de 1951 na história do Palmeiras e do futebol brasileiro
Na visão da imprensa e da FIFA naquela época, o torneio era visto como um predecessor do Mundial de Clubes, com cobertura internacional e presença de gigantes europeus.
O brasileiro vivia um “complexo de vira-lata” na época, nunca tínhamos vencido de clubes ou seleções europeias e tinha acabado de acontecer o fatídico “Maracanaço”, em 1950, quando o Brasil sediava a copa do mundo, fomos para a final contra Uruguai e perdemos de 2 a 1 em pleno Maracanã com 199.854 espectadores.
Em 1951 a Copa Rio foi organizada e os convidados para o torneio eram as equipes mais vencedoras do planeta no momento, elas foram divididas em 2 grupos: Grupo São Paulo (Palmeiras; Juventus (Itália); Nice (França); Estrela Vermelha (Iugoslávia))/ Grupo Rio de Janeiro (Vasco da Gama; Sporting CP (Portugal); Nacional (Uruguai)).
Na fase de grupos o Palmeiras venceu o Nice por 3 a 0, venceu o Estrela vermelha por 2 a 1 e perdeu para a Juventus por 4 a 0, como os dois maiores pontuadores e com maiores saldo de gols eram Palmeiras e Juventus então a final era deles. A final foi dividida em 2 jogos no Maracanã com placar agregado, no primeiro jogo o Palmeiras vence a Juventus pelo placar mínimo de 1 a 0.
Em 22 de julho de 1951, o Palmeiras levava nas costas o peso da vergonha brasileira e era impulsionado não só pela torcida palmeirense, mas todos brasileiros que estavam se sentindo inferiores por nunca terem sentido o que é vencer um torneio internacional.
Com Gols de Rodrigues (empate) e Liminha (gol decisivo), o Palmeiras empata o jogo em 2 a 2, no agregado 3 a 2 a favor do campeão Palmeiras.
O público de 100.093 pessoas, composto por palmeirenses e mais que isso, brasileiros, gritavam comemorando que eram finalmente campeões mundiais.
O complexo de vira-lata se esvaiu e o brasileiro finalmente sentia orgulho de seus atletas, milhares de pessoas, palmeirenses e torcedores rivais receberam a equipe do Palmeiras no aeroporto de Congonhas, em São Paulo como um campeão mundial merece, com muita festa e orgulho.
Após isso sabemos o que veio, Brasil conseguiu ser campeão mundial em 1958 e logo em seguida em 1962, o Santos de Pelé também confirmou a qualidade do futebol Brasileiro sendo bi campeão mundial em 1962 e 1963.

1ª Academia (1959–1969)
Ouro dos anos 1960 e Taça Brasil
Nas décadas seguintes o Palmeiras consolidou‑se como potência nacional, com destaque para os anos 1960.
Entre os grandes marcos:
- Campeonato Brasileiro (Taça Brasil): 1960, 1967 e 1969.
- Campeonato Brasileiro (Taça Brasil + Torneio Roberto Gomes Pedrosa): também em 1967, quando o clube foi campeão nacional pela segunda vez.
O time tinha como destaques: Ademir da Guia, Djalma Santos, Julinho Botelho, Valdir de Morais, Vavá, Servílio.
https://www.palmeiras.com.br/linha-do-tempo/1961-1970-primeira-academia-e-verdao-e-selecao/

2ª Academia (1971–1976)
Com a criação do Campeonato Brasileiro moderno, o Palmeiras foi um dos clubes mais consistentes:
Campeonato Brasileiro: 1972 e 1973.
O triênio 1971–1973 marcou o início da era dos grandes jejuns e rivalidades modernas, com o clube alternando fases de glória e crise econômica.
O time tinha como destaques: Ademir da Guia (Já apelidado de “Divino”), Leão, Eurico, Luís Pereira, Alfredo, Dudu, Leivinha, Edu Bala, Nei.
https://www.palmeiras.com.br/linha-do-tempo/1971-1980-segunda-academia-e-recorde-de-publico/

O maior jejum da nossa história
Não é só de alegrias que se vive um clube, de 1976 a 1993 o Palmeirense teve que por seu amor a prova, vendo seu time ser composto por jogadores de péssima qualidade, desconhecidos com nomes e apelidos que são risíveis de ler como Beto Fuscão.
Foram 17 anos sem ganhar 1 mísero título, mas a glória do gigante palmeiras pode diminuir, mas nunca se apaga, os palmeirenses continuavam a apoiar e criticar o time como sempre e mal sabiam que tudo isso ia acabar de forma tão incrível…
https://www.torcedores.com/noticias/2020/05/periodo-de-maior-jejum-de-titulos-do-palmeiras

Era parmalat (1992 – 2000)
O contrato de co-gestão foi assinado no início de abril de 1992, permitindo que a empresa italiana pagasse salários de vários atletas e investisse em grandes contratações a Parmalat, que injetou recursos enormes em contratações e infraestrutura, permitindo que o clube voltasse a ser protagonista.
A Parmalat, nunca deixou o Palmeiras sem jogadores, quando um jogador muito bom saia, um tão bom quanto chegava.
Entre as contratações de peso dessa era temos:
Ataque: Evair (“O Matador”), Edmundo (“Animal”), Edílson (“Capetinha”), Paulo Nunes e Oséas.
Meio-Campo: César Sampaio, Zinho, Rivaldo, Djalminha, Flávio Conceição, Amaral, Alex.
Defesa/Laterais: Roberto Carlos, Cafu, Arce, Júnior, Cléber, Antônio Carlos, Tonhão.
Nessa era vitoriosa tivemos o famoso ataque de 100 gols, quando em 1996, Vanderlei Luxemburgo comandou seu elenco a uma marca histórica, um ataque fazer 100 gols em um campeonato paulista, a artilharia ficou assim:
Luizão 22 Gols
Rivaldo 18 Gols
Müller 15 Gols
Djalminha 15 Gols
A parceria foi marcada por grande sucesso, incluindo títulos como o Campeonato Brasileiro (1993, 1994) e a Copa Libertadores (1999).
https://www.palmeiras.com.br/linha-do-tempo/1991-2000-era-parmalat-e-campeao-do-seculo/

O difícil começo dos anos 2000 (2000 – 2014)
O fim da parceria com a Parmalat, em 2000, foi um divisor de águas. Durante toda a década de 1990, o patrocínio e a co‑gestão da multinacional italiana permitiram ao Palmeiras montar elencos de alto nível, disputar finais de Libertadores e torneios internacionais.
Os diretores que tentaram reinventar o modelo de gestão após o fim da era Parmalat, mas sem estrutura financeira capaz de sustentar projetos de longo prazo, se contratava jogadores com alto valor para tentar resolver os problemas mas eles não rendiam o que esperavam e o clube foi se afundando em dívidas.
Rebaixamento em 2002: o primeiro sinal de colapso
O Palmeiras foi rebaixado pela primeira vez na Série B justamente em 2002, encerrando o Brasileirão em 24º lugar entre 26 times, com apenas 27 pontos em 38 rodadas.
O elenco era desigual, com muitas contratações de impacto duvidoso e pouca identidade tática, enquanto a diretoria alternava pressões e mudanças frequentes de técnico. O jogo que simbolizou essa queda foi a derrota por 4 a 3 para o Vitória.
Título Paulista de 2008: o último alívio antes do caos
Depois de um longo jejum de títulos nacionais e continentais, o Campeonato Paulista de 2008 foi um dos grandes alívios da torcida alviverde na primeira década do século XXI.
Treinado por Vanderlei Luxemburgo, o time venceu a Ponte Preta na final com uma goleada histórica de 5 a 0, no Estádio Palestra Itália, registrando a maior diferença de gols em uma final estadual na era profissional do Paulistão.
Principais personagens do título de 2008:
Vanderlei Luxemburgo voltou ao clube já com reputação de “campeão” e imprimiu ordem tática;
Marcos – goleiro capitão, símbolo máximo do clube, com atuações consistentes;
Cleiton Xavier, Diego Souza – jogadores que começavam a marcar presença como referência no meio‑campo e no ataque.
Valdivia – Meia chileno que já chegou com o apelido de “El mago” mostrou sua magia nos gramados do paulistão, foi craque do campeonato com jogos memoráveis contra os rivais Corinthians e São Paulo.
Apesar do alívio emocional, o clube continuava financeiramente instável, e o título de 2008 acabou sendo um ponto alto isolado em meio a uma estrutura ainda desorganizada.
Início estrondoso de 2009 e o “derretimento” na reta final
O Campeonato Brasileiro de 2009 começou como um dos mais promissores da história recente do Palmeiras. O clube, sob comando de Vanderlei Luxemburgo que era o atual, assumiu a liderança do Brasileirão e ficou na ponta da tabela por 17 rodadas, cheirando a título nacional e fim de jejum.
Na 28ª rodada, o Palmeiras venceu o Santos por 3 a 1 na Vila Belmiro e chegou a ter 5 pontos de vantagem sobre o São Paulo e 12 sobre o Flamengo.
O time girava em torno de Marcos, Diego Souza e Cleiton Xavier; quando o meia se lesionou em partida decisiva, não havia substituto de mesmo nível, como admitiu o ex‑jogador Willians em entrevista.
Outro motivo foi que Luxemburgo se irritou com a negociação encaminhada entre a diretoria do Palmeiras e o Barcelona para a venda de Keirrison, e passou a deixar o jogador de fora dos jogos.
Esse embate acabou com a diretoria vendo a atitude do treinador como quebra de hierarquia e a saída de Luxemburgo do clube, que foi um dos grandes estopins para o inicio do “derretimento” do Palmeiras na reta final.
Quem assumiu o time foi Jorginho, o time perdeu sua identidade tática, oscilou em resultados e, em vez de chegar forte na briga pelo título, terminou o Brasileiro em 5° Lugar, com apenas 62 pontos em 38 rodadas , enquanto quem foi Campeão foi o Flamengo com 67 pontos.
Rebaixamento em 2012: 2° sinal de que algo precisava mudar
A temporada de 2012 foi um dos momentos mais absurdos da história do Palmeiras: conquistar a Copa do Brasil e ser rebaixado ao mesmo tempo.
O time com peças muito limitadas e poucos jogadores de qualidade como Valdívia, Marcos Assunção e Hernan Barcos, comandado por Luiz Felipe Scolari, bateu o Coritiba na final da Copa do Brasil.
No entanto, no Campeonato Brasileiro, o Palmeiras não conseguiu fugir do rebaixamento. O clube somou apenas 9 vitórias em 38 rodadas, oscilou muito e terminou no Z4, caindo para a Série B em 2013.
O paradoxo foi cruel: ao mesmo tempo em que o Palmeiras amargava a segunda queda para a Série B, o elenco ganhou a Copa do Brasil garantia vaga na Libertadores, que seria jogada em paralelo com a Série B em 2013.
https://www.palmeiras.com.br/linha-do-tempo/2001-2010-reconstrucao-dentro-e-fora-de-campo/

A despedida de um ídolo
No dia 11/12/2012 no estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, nosso São Marcos se despediu dos gramados, foi em um jogo recheado de lendas, Palmeiras de 1999 x Seleção Brasileira de 2002, os dois times que fez o Marcão muito feliz e vitorioso, todos jogadores participaram, o jogo acabou 2 x 2 com um gol de pênalti marcado pelo dono da festa.
Quando o relógio bateu 00:00, as luzes do Pacaembu se apagou e nas três torres de iluminação foi projetado com luz 12 12 12, o dia perfeito para se despedir do eterno camisa 12, goleiro que defendeu o Palmeiras por 562 jogos, ganhou 13 títulos, defendeu 33 pênaltis.
Marcos não era só um goleiro era um palmeirense dentro de campo, que nas entrevistas de saída de campo, sempre falava o que os torcedores gostariam de falar, a idolatria veio do maior ato de fidelidade que um jogador poderia fazer.
Ele, com negócio quase fechado para jogar no estrelado Arsenal de Arsène Wenger, com Thierry Henry e Dennis Bergkamp(Foi campeão invicto na Premier League aquele ano), preferiu jogar no clube que amava na Serie B do campeonato Brasileiro de 2003, amor esse que ele deixou claro na última frase que falou vestindo o manto alviverde nos gramados:
“Agradeço ao meu pai por gostar de jogar futebol e agradeço a minha mãe por amar o Palmeiras”
https://www.palmeiras.com.br/noticias/em-noite-de-homenagens-marcos-faz-gol-e-se-despede-do-futebol/

Centenário complicado e o fim da má fase
O ano de 2014 era para ser inesquecível para o torcedor palmeirense, centenário do clube, Presidente palmeirense fanático e conclusão da obra do Allianz Parque, tudo para ser só alegria, de fato foi inesquecível, mas não como esperavam…
Dentro de campo:
Após disputar a Série B em 2013, o Palmeiras voltou à elite querendo mostrar força mas com o que tinha, mas o time oscilou demais no ano. O Palmeiras teve quatro treinadores ao longo do ano: Gilson Kleina saiu logo após a derrota para o Sampaio Corrêa na Copa do Brasil, foi substituído por Alberto Valentim, depois chegou Ricardo Gareca e, por fim, Dorival Júnior tentou segurar a queda. A fase de Gareca foi especialmente ruim, com uma sequência de sete derrotas, um empate e apenas uma vitória, que deixou o time quase na zona de rebaixamento.
Fora de campo:
A diretoria tentava equilibrar o controle de uma dívida absurda com a necessidade de repor peças no elenco, sempre procurando soluções responsáveis financeiramente como por exemplo a negociação de Hernan Barcos com o Gremio, foi um troca de 1 jogador por 5 do time gaúcho.
No final do ano as coisas chegaram a uma situação determinante, na última rodada do campeonato Brasileiro. O Palmeiras estava em 16°, primeira posição fora da zona de rebaixamento, se ganhasse estava tudo tranquilo, ficaríamos na Serie A no ano seguinte e o fechamento com o patrocínio master com a CREFISA e outras soluções financeiras iriam ser facilitadas.
Se empatasse ou perdesse dependia do resultado de vitória do seu rival Santos em cima do time do Vitória fora de casa, no Barradão.
No caso de um resultado ruim neste jogo, o time iria para Serie B pela terceira vez, no ano do centenário e além de não conseguir parcerias, seria um decreto de mais uma vergonha na história do clube. O Palmeiras não fez sua parte e ficou assistindo e torcendo para seu rival Santos que empatava com o Vitória em 0x0.
Aos 48 minutos do segundo tempo, Thiago Ribeiro faz o gol para o Santos e o jogo encerra em 1 a 0 para o Santos garantindo o Palmeiras na Serie A no ano seguinte.
A partir deste momento tudo mudou, escapamos de um buraco inimaginável e fechamos a parceria com a CREFISA como patrocínio master, os anos de grande turbulência finalmente estavam no passado.
https://www.palmeiras.com.br/noticias/em-noite-de-homenagens-marcos-faz-gol-e-se-despede-do-futebol/

O palmeiras volta a ser protagonista (2015 – 2020)
O Palmeiras passou de um clube em reconstrução para uma potência nacional e continental, com uma sequência de títulos importantes, jogadores de referência e momentos marcantes que redefiniram a trajetória do clube.
Principais títulos:
2015: Copa do Brasil, vencida sobre o Santos nas penalidades, na capital paulista, após jogo duro e histórico no Allianz Parque.
2016: Nono título do Brasileirão (“eneacampeonato”), conquistado com uma rodada de antecedência, vencendo a Chapecoense por 1–0 no Allianz Parque.
2018: terceiro título nacional da era Crefisa/Allianz Parque, com ampla campanha do time de Cuca, consolidando o Palmeiras como referência defensiva e de organização.
Além disso, o clube conquistou vários vice‑campeonatos e passou a dominar o Paulistão, vencendo o estadual em 2018 e ficando muito próximo de outros títulos.
Momentos marcantes:
A final da Copa do Brasil de 2015 contra o Santos, com o gol de Mina nos acréscimos e a vitória nos pênaltis, é lembrada como o grito de renascimento do Palmeiras após rebaixamentos e turbulência.
O título do Brasileirão de 2016, após 22 anos sem voltar ao topo do Campeonato Nacional, emocionou a torcida e selou o protagonismo de uma geração nova, como Gabriel Jesus e Dudu, que uniram a memória do último título de 1994 à nova era.
Em 2018, o Palmeiras voltou ao Brasileirão em altíssimo nível tático, com uma marca de 13 jogos sem sofrer gols, mostrando que o clube tinha passado a ser modelo de organização defensiva no futebol brasileiro.
Grandes jogadores que mudaram o rumo:
Zé Roberto: Ídolo que voltou ao clube em 2015, foi peça-chave na conquista da Copa do Brasil de 2015 e no eneacampeonato de 2016, liderando o meio‑campo e a lateral com experiência e inteligência tática.
Lucas Barrios: Centroavante argentino que fez o gol decisivo na semifinal da Copa do Brasil de 2015 e foi referência ofensiva como pivô no início da nova era do Palmeiras.
Gabriel Jesus e Dudu: Jovens que se tornaram símbolo da nova geração, ambos foram protagonistas do Brasileirão de 2016 e ajudaram a projetar o Verdão para o cenário internacional.
Fernando Prass: Goleiro fundamental, herói de decisões como o Paulistão de 2015 e o início da arrancada do time, com atuações seguras e decisivas.
Moisés: Volante que deu consistência ao meio‑campo nos anos seguintes, participando diretamente dos Brasileirões de 2016 e 2018.
https://www.palmeiras.com.br/noticias/palmeiras-fecha-patrocinio-master-com-a-crefisa-por-dois-anos/
https://www.palmeiras.com.br/linha-do-tempo/2011-2020-allianz-parque-e-hegemonia-nacional/

Era abel (3ª Academia de Futebol)
A era Abel Ferreira no Palmeiras começa em novembro de 2020 e se estende até os dias de hoje, consolidando‑se como a mais vitoriosa da história do clube em termos de títulos, alcance continental e regularidade. A era Abel até 2024 foi chamada pelo “Divino”. Ademir da Guia como a 3ª Academia de Futebol do Palmeiras.
Com Abel à frente, o Palmeiras acumula 11 títulos oficiais*, incluindo:
2 Libertadores (2020 e 2021)
2 Campeonatos Brasileiros (2022 e 2023)
4 Campeonatos Paulistas (2022, 2023, 2024 e 2026)
1 Copa do Brasil (2020)
1 Recopa Sul‑Americana (2022)
1 Supercopa do Brasil (2023)
*Até hoje 20/04/2026
Ainda que o futebol tenha oscilado em alguns ciclos, a era Abel Ferreira mostra que ele tem enorme capacidade de construir times resilientes, fortes defensivamente e muito eficientes, os números e as posições ocupadas pelo Palmeiras nos campeonatos indicam que, mesmo com críticas, sua comissão técnico é extremamente competitiva em competições de mata‑mata e nas disputas de topo.
Em 2026 o Palmeiras já foi campeão paulista, e no brasileiro possui os números de 9 vitórias, 2 empates e 1 derrota, acumula 29 pontos em 13 rodadas e está a 6 pontos do atual rival Flamengo(com um jogo a menos).
O padrão histórico sugere que Abel ainda tem condição de trazer mais títulos ao longo dos próximos anos. Ou seja, por mais que a torcida tenha momentos de revolta, os dados mostram que a comissão de Abel é, até agora, a mais eficaz da história do Palmeiras para transformar jogadores normais em excelentes, times com problemas em times organizados e em trazer troféus.
A história continua, veremos o que virá…
AVANTI PALESTRA!
https://www.palmeiras.com.br/comissao-tecnica/tecnico/
https://alviverdeconsciente.com.br/desempenho-historico-do-palmeiras-de-1914-ate-2025/

